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Lex Luthor e o que eu seria sem Jesus.

Por Nilson Pereira.  Primeiramente quero deixar claro que este texto é destinado a cristãos bíblicos e maduros que entend...

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Nilson (Nil) Pereira

Nilson (Nil) Pereira
Um Discípulo Professor se reformando e vivendo para ser Bíblico, Missional e Pastor de Família.

Verdadeiro Cristianismo:

Verdadeiro Cristianismo:

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Crônicas de um quase pai.



Por Nilson Pereira.

Eu não te vi nascer. Não tive o privilégio de pular de alegria ao saber que você viria ao mundo (embora acredite, sinto esta alegria todos os dias da minha vida hoje). Não pude beijar por 9 meses a barriga da sua mãe e nem a tentar se comunicar com você enquanto ainda estava por lá (embora vá te cobrir todas as noites). Não te ensinei a falar (embora eu sei o quanto Deus me usa para te aprimorar com as palavras). Não vi você aprender a andar (embora hoje te ensine uns esportes maneiros rs). Não te ajudei no primeiro dever de casa que você teve (ainda que já tenha feito isso com frequência hoje).

Não tive a chance de te dar sua primeira Bíblia (embora todo o material que tenho sobre Teologia, a maior herança que posso deixar para alguém nessa vida, vá ficar para você um dia). Nunca fui numa comemoração de dias dos Pais sua, e acredite, isso me dói.

Perdi 5 anos da sua vida. Mas o que eu entendo de Deus é que ganhei todos os outros. O que entendo do meu Deus é que Ele me enviou a sua vida para te aperfeiçoar. Para ser um dos primeiros a chorar com você quando estiver triste, para vibrar com você quando estiver alegre, para te ensinar sobre o que é ser um cristão. Meu Senhor resevou para nós o melhor que um pai e uma filha podem viver.

As vezes acho inexplicável como posso amar uma criança sem meu DNA tanto assim, mas aí, eu percebo que ter o mesmo DNA é um detalhe perto do que Jesus faz para nos unir. Você pode não ser minha filha de sangue, mas é de coração, é de alma, é mente, é de tudo o que eu possa ser para alguém.

Desde novo eu sonhava em ter uma filha, e Deus escolheu você para realizar meu sonho. Tudo fica muito pequeno diante disso. Eu te amo de verdade. Você me faz querer ser melhor. O melhor discípulo de Jesus que possa vir a ser, para te ensinar a ser melhor que eu um dia nisto. O melhor marido que eu possa ser, para um dia você saber o que é ter um marido cristão, O melhor profissional que eu posso ser, porque um dia você dará tudo de si na carreira que o Senhor te direcionar a seguir. O melhor membro numa Congregação, para um dia você aprender o quão importante é a Igreja de Cristo.

Olhar nossas fotos juntos com você sorrindo me dá forças para viver.  Te amo tanto que nunca me esqueço de você. Vivo andando pela rua olhando presentes que posso vir a te dar, quando eu estou num lugar fico olhando onde você está para te proteger de qualquer perigo, sempre acordo de madrugada ou de manhã cedo para te cobrir. Sinto falta de você ir deitar entre nós. Sinto sua falta quando você não está em casa. Eu te amo e me importo com você. Com o tipo de mulher que você será, com sua vida financeira, com suas escolhas.

Quero muito que o Senhor me dê saúde para te ver crescer, se desenvolver, refletir cada vez mais a Jesus. Te amo, minha doce, querida e linda filha.

Talvez você nunca vá ler este texto pequeno e simples, mas eu só quero que você saiba o quanto pode ser importante para alguém. Quero que você aprenda que Deus pode restaurar todas as coisas, e realizar nossos sonhos de várias maneiras, você é a realização de um dos  meus maiores sonhos Nele: ser um pai de uma menina! Te amo e daria minha vida por você, ou melhor, farei isso todos os dias da minha vida, dia e noite, haja o que houver, enquanto Jesus me permitir aqui viver. Te proteger, cuidar, amar e ensinar não são deveres meus, são meu estilo de vida. Você é um dos três maiores tesouros que Jesus já me deu, minha vida, minha primogênita!

Te amo mais que tudo depois do meu Deus, e da sua mãe.

Você é o orgulho da minha vida.

Deste bobão aqui,

Nil.






segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Somos todos pecadores.



Por Nilson Pereira.

Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora. E respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre. Um certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro cinqüenta. E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois, qual deles o amará mais? E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem. E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e os enxugou com os cabelos de sua cabeça. Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com ungüento. Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama. E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados. Lucas 7:39-48



Por Nilson Pereira.
Por anos eu meditei neste texto. Por anos (e te digo caro leitor, antes mesmo de me converter) reflito sobre o que este trecho das Escrituras realmente quer dizer.
Hoje, depois de um tempo de caminhada cristã tenho minhas impressões, que provavelmente irão amadurecer mais depois de algum tempo. Como cristãos reformados cremos na Inerrância das Escrituras, onde o Cânone Bíblico jamais se contraria.
A Escritura narra a saga do povo hebreu, que mesmo vendo cair pão do céu, mesmo tendo suas roupas intactas por 40 anos e tantos outros milagres (talvez que nenhuma outra geração do povo de Deus tenha visto até) ainda se voltava contra o Senhor, conforme o livro de Êxodo narra. Conta a história de tantos homens que mesmo depois de aliançados com Deus fizeram coisas inexplicáveis, homens como Abraão, Davi, Pedro, João e etc. A Escritura não narra só a história deles, mas a minha e a sua também. Pare para pensar, seja franco com você mesmo, quantas vezes você fez coisas impensáveis para um cristão depois de ter sido escolhido por Jesus como Seu discípulo de forma oficial? Pois é, isto me choca sempre quando olho para minha vida também.
Na caminhada cristã não há espaços para ninguém especial, e isso vai de choque com a cultura pós-moderna do individualismo, onde todos devem se sentir únicos, lindos, ‘’lacradores’’, admiráveis. Fracamente, se não fosse claramente o que Jesus trabalhou em mim ou em você o que teríamos de especial? Somos todos ex-idólatras, ex-fornicadores, ex-drogados, ex-alguma coisa, e por mais que alguns ímpios usem este argumento contra nós, é o caso de darmos graças constantemente ao Senhor por sermos ex, e não atuais. Uma das coisas que Jesus mais fez aqui na Terra foi repreender os fariseus, este texto de destaque é um dos vários casos citados, tendo seu auge na Parábola do Fariseu e do Publicano (Lucas 18:9-14), onde o Senhor chega a afirmar que a oração arrependida e contrita de um homem traidor de sua pátria vale mais que a oração altiva e egocêntrica de um mestre da lei zeloso.
Não é o que você ocupa ou faz que te define em Jesus, nem mesmo é o que você é no sentido do que pode fazer no Reino, é o que Jesus é em você. É o que o Senhor te torna na sua vida Nele, e SEMPRE não iremos passar de um pecador resgatado IMERECIDAMENTE por Ele, servos inúteis que faz só a obrigação. Isto nunca mudará na minha ou na sua vida. Entre os 12 primeiros de nós haviam 11 crentes de verdade, e um ímpio, mas todos eram apóstolos, isto indica que sempre haverá isto, pessoas importantes no Reino, mas que nunca se quer se converteram de verdade. Não importa o que você foi ou é, o que importa é ser realmente um santo (um separado somente por Jesus).
Foi assim no Antigo e é no Novo Testamento. Ninguém é bom, todos pecaram, não existe o publicano imundo e o fariseu santo, todos nós somos imundos diante de Deus. Sei que ‘’imundo’’ é uma palavra forte, mas acredite, é a palavra que melhor define tudo. Romanos capítulo 3 é um dos textos mais importantes das Escrituras (Martyn Lloyd-Jones costuma dizer que ele era o auge da Bíblia) , um dos mais importantes da minha vida, o tipo de texto que gravei em um dos meus anéis para nunca esquecer ( pois entre o fariseu e o publicano, diversas vezes eu tendo mais a ser um legalista), o quanto sou inútil diante de Deus, e quando faço alguma coisa, é só por misericórdia Dele.
Nunca podemos esquecer que somos membros de uma raça caída, e somos seres caídos desde o nascimento. Isto é terrível não é? É terrível pensar que você não é exatamente o virtuoso homem que sempre pensou que fosse, ou a modesta menina que tanto se orgulha de ser. Eu sei bem como é isso. Todos os dias minha ficha cai, mas sabem o que traz esperança para nós? Este texto que postei. Quando nós nos achamos como realmente somos, pecadores, e nos arrependemos disto, Deus nos ama como nunca antes. ‘’Aquele que muito é perdoado, muito é amado’’. É por isso que frequentemente aquele irmão que tem um passado forte é um crente mais bíblico e fervoroso do que o outro que foi criado numa família cristã. Não é porque um foi pecador imundo e o outro santo desde que nasceu, é porque o que viveu mais coisas terríveis se entende em Cristo, se arrepende, vive contrito e quebrantado muito mais do que o que tende a agir como os fariseus porque viveu ouvindo a Palavra a vida quase toda. Tudo o que o homem com o passado forte faz ele entende que é só porque Jesus é forte nele. É a única coisa que difere o publicano do fariseu, ou os fariseus da mulher citada no texto por Jesus: a rendição, a consciência diante de Deus. Ambos são pecadores de destituídos da Glória de Deus estavam.
Não é o passado x ou y que importa, o que importa é sua relação com Jesus quanto a isto. Nós hierarquizamos pecados, Deus não. Pecadores estão longe Dele, a não ser que estejam em Cristo, tenham uma vida contrita e quebrantada, uma vida piedosa que prega a Escritura da forma correta, onde Jesus é o protagonista e todo o resto não importa. Se formos analisar a vida de homens de Deus como os que a Bíblia relatam, os reformadores, os pais apostólicos, ou um Augustus Nicodemus, Paul Washer da vida, verificaremos histórias lindas, com pecados terríveis, mas com uma linda história de rendição diante de Jesus.
O problema do fariseu não era ser um mestre da Lei, era idolatrar o próprio ego ao invés de adorar a Deus por ser usado por Ele. O mérito do publicano, ou da mulher, não era ser um cobrador de impostos ou mulher pecadora, é reconhecer que só são alguma coisa por entenderem que nada são por eles, e sim em Jesus. Pense nisto. Toda história cristã verdadeira é dotada por um passado pecador e um presente de quebrantamento, e assim, um futuro glorioso com Jesus.
Que nós cristãos paremos de imitar Adão, cujo o ego de ser igual a Deus falou mais alto e passemos a imitar somente Jesus, que abriu mão da Sua Glória para se fazer homem. Nem eu nem você somos nada, nunca fomos e nunca seremos. Somos apenas servos inúteis que cumprimos nosso papel em Jesus. Glória a Deus por isso. Seja nada todo homem e tudo o Senhor Jesus Cristo, nosso Rei e Deus.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

A Relação, a Adoção e a Glória de Deus.



Por Nilson Pereira e Ione Campos.

Nesta semana que se iniciou com o domingo de Dia dos Pais, resolvemos juntos falar um pouco aqui sobre as características peculiares da paternidade de um grande pai que encontramos na Bíblia: José, pai de Jesus.
Sim, sabemos que Jesus é o filho unigênito de Deus (Jo 3:16), nós pregamos isso e louvamos à Deus pelo entendimento que Ele nos confere deste fato perante as Escrituras, mas dentro da sociedade onde Jesus nasceu, viveu, morreu e ressuscitou, Jesus era conhecido como "filho de José, o carpinteiro" (Jo 1:45; Mt 13:55). No entanto, José sabia que Jesus não era seu filho fisicamente, mas o amou como um verdadeiro pai, educando-o, disciplinando-o e até mesmo ensinando-o seu ofício de carpinteiro (Mc 6:3); e Jesus lhe foi submisso como um filho deve ser (Lc 2:51).
Quando Deus escolheu Maria para ser o ventre que daria à luz àquele que é a Salvação para o povo de Deus , Ele não escolheu somente à ela, mas escolheu igualmente a José. Estando Maria noiva de José e achando-se ela virgem e grávida pelo Espírito Santo, José chegou a considerar deixar Maria secretamente, com medo dela haver cometido adultério. No entanto, um anjo do Senhor apareceu a ele em um sonho dizendo-lhe para receber Maria como sua esposa, sem medo, e lhe revelou que aquele que estava no ventre de Maria "é do Espírito Santo" e "salvará o seu povo dos pecados deles". E sendo José um homem justo e temente à Deus, fez como lhe foi ordenado (Mt 1:18-25). Outra prova de que Deus escolheu tanto a José quanto a Maria está no fato de que a genealogia de Jesus está baseada em José (Lc 3:23-38; Mt 1:1-16).
O Cristianismo é baseado na relação, sua única Regra de Fé e Prática, as Escrituras, trata-se de um manual Vivo de Relacionamento, primeiro com o Senhor, depois uns com os outros. Existem variados tipos de relacionamento, mas no fim, todos convergem em relação, adoção e Glória de Deus. É impossível viver uma vida cristã sem relacionamento. Deus escolheu ser glorificado na medida em que nos relacionamos com Ele e com os nossos próximos. Por isso Paulo fala em 2 Coríntios 5 que a reconciliação é ministério que nos foi dado por Jesus, porque reconciliar é religar relacionamentos.
Obviamente, quanto mais próximo alguém for, as relações vão sendo naturalmente priorizadas, de modo que, os familiares são os próximos de imediato, sucedidos pela Igreja Local e os demais grupos sociais nos quais vamos sendo inclusos no decorrer da nossa vida. E todo tipo de relação que vivemos na vida acaba sendo naturalmente usado por Deus, seja para a nossa alegria, ou para tristeza, para a edificação, provação ou para a correção, mas sempre para que nós O glorifiquemos em tudo o que fazemos e para que possamos crescer como imitadores de Cristo. Deus sempre usa todo tipo de relacionamento para Seu propósito na vida do cristão pois, como diz Romanos 8:28, "tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus".
É o amor que torna qualquer relação humana na amizade a qual Jesus se refere em João 15:13, onde somos capazes de, por amor, dar nossas vidas pelos nossos amigos (não só morrer fisicamente por alguém, mas dedicar toda a nossa vida a quem se ama), e este é o auge de ser um CRISTÃO (que significa "pequeno Cristo"): imitar o Senhor dedicando sua vida à Ele.
A Escritura aponta para o fato de que Jesus é o único filho legítimo de Deus, e Nele, somos todos adotados pelo Pai, nos tornando uma única família. Todo relacionamento do cristão é uma adoção, a começar pelo relacionamento com seu Deus. Quando falamos de adoção, pensamos em um casal adotando uma criança, ou numa pessoa recebendo como cônjuge alguém que já tenha um filho(a) anterior e amando como seu próprio filho (ou sua própria filha), numa atitude semelhante ao que José fez com Jesus e como Deus faz conosco. Mas a adoção é mais do que isso, ela é um dos pilares da Fé Cristã. Simplesmente não existe Cristianismo sem Relação, assim como não existe Cristianismo sem Adoção. Deus nos adotou, nós adotamos nossas esposas/maridos, adotamos nossos pais e filhos (sejam biológicos ou não), adotamos nossos melhores amigos como irmãos, adotamos o tempo todo, replicando a atitude de Deus em Jesus para conosco, na medida em que escolhemos viver e morrer por quem Deus faz com que amemos.
Para um cristão não importa se biologicamente gerou ou não a criança que te chama de pai, o que importa é que em Cristo, ele a adotou como filha ou filho. Em Cristo, a Biologia se rende à Relação em amor. Foi isso que Jesus quis dizer em Mateus 12:49-50. Lembre-se que Jesus é descendente de Davi via José, seu pai perante a sociedade e que este, como um homem de Deus bíblico, adotou, protegeu, amou e criou o menino Jesus, como sendo Seu verdadeiro pai. José e Maria foram exemplos de discípulos, de servos, de família e de conduta cristã. O modelo que Deus trouxe através desta família é o padrão para as nossas vidas.
Precisamos reconhecer que é necessário ver e viver a importância da família como ela nos é apresentada pelo Reino de Deus, sendo a primeira e a mais importante das instituições criadas pelo Altíssimo na humanidade, a célula da Igreja, e colocá-la como a base de tudo na nossa vida, depois de Deus, para Sua honra e glória.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Pastores de Família.



Por Nilson Pereira.

Jesus deixa claro que nem todos foram chamados para serem o que eu gosto de dizer, parafraseando um dos meus maiores referencias de homem de Deus hoje, Voddie Baucham Jr, um pastor de Família. Homens de Deus históricos como Timóteo, Lucas e outros que o Novo Testamento mostra, não estabeleceram uma Família Cristã, viveram para o Reino, foram usados pelo Senhor como pilares do Cristianismo, mártires em sua maioria, porém, não foram pastores de famílias. Tenho me convencido cada vez mais que ser um pai de Família cristão é um chamado indiscutivelmente, o primeiro chamado missionário da vida de um homem vocacionado pelo Senhor para tal. Se você entende que foi chamado por Deus para isso,  este será sempre seu maior chamado, nada nunca estará acima disso. Entende que o Senhor irá medir seu Cristianismo nisso. 

Não deixe para se preparar quando estiver com alguém, se prepare desde o momento em que sentiu do Senhor que Ele te chamou para isso. Busque ser um homem de Deus, mesmo solteiro. Em I Corintíos 13 o apóstolo Paulo fala de maturidade antes de falar de Amor. O foco deste texto é descrever aquilo que nos tornará maduros, e não ser uma poesia romântica. Deus chama meninos, mas só conta com homens. O propósito de Deus em nos tornar como Jesus é a maturidade, como indivíduos, como homem, como mulher, como discípulo, como filho de Deus, como pais, como tudo o que Deus nos chama para ser. Busquem ser homens maduros. Ai sim Deus dará a mulher da vida de vocês. E se formos homens, por mais difícil que um casamento pode ser, Deus será conosco. 

Sintam desde já, em Cristo, o peso que tem uma mulher lhe chamando de ''meu marido'', e de uma criança lhe chamando de ''papai''. Isto é muito sério, nada é mais bíblico que isso, a não ser adorar ao Senhor. 

Este que vos escreve é alguém que sofreu muito para poder aprender tais palavras, e é por isso que me esmero em passar tudo o que Jesus pode nos ensinar sobre, porque a Graça do Senhor me alcançou de forma imerecida, e também sobre os dois bens que mais amo na vida depois Dele: minha Família e minha Igreja.  Estou falando de algo que eu aprendi na base da pancada, e estou investindo este tempo com vocês porque não quero que sofram como eu sofri para aprender tudo isso.

Vocês podem construir a Família Cristã de vocês (e acreditem, essa será a maior obra de Jesus na vida de vocês sempre) com um caminho bem menos difícil do que tantos outros pastores de Família traçaram. Pensem nisso, meditem nisso, busquem isso, orem por isso. Sejam homens antes de estarem com uma mulher. Porque isso é consequência. 

Antes de criar mentores, pastores, evangelistas, e mesmo a  Igreja, nosso Deus criou homem, mulher e a Família. Ser um pastor de Família é ser um homem cristão missional no mais alto grau, e como diz Charles Spurgeon: todo cristão, ou é um missionário, ou um impostor. 

Deus os abençoe meus amados irmãos. Amem a Família Cristã de vocês e a Comunidade de Fé em que o Senhor os pos somente abaixo do Senhor. Não valorizem nada acima delas. Estou falando isso com vocês em amor, porque quero ver vocês refletindo Jesus acima de tudo.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Crônicas sobre ser uma Igreja Cristã



Por Nilson Pereira.

Por mais de 2000 mil anos homens e mulheres das mais diversas culturas e etnias se perguntam, o que é ser uma Igreja Cristã?
  Não sou diferente. Por muitas vezes eu me fiz essa pergunta na vida. Busquei os melhores artigos teológicos para tentar responder, em muito me ajudou, mas não totalmente.
Orei, meditei nos textos específicos das Escrituras sobre, cheguei perto de uma conclusão, porém, ainda faltava algo. Foi quando o Senhor me fez entender algo que completaria meu entendimento sobre o que é ser Igreja.
Ser Igreja é materializar as Escrituras nos nossos relacionamentos.
Ser Igreja é ser uma pessoa totalmente diferente de quem está sentado no seu lado, seja em convicções, etnia, grau de instrução, estilo, gostos pessoais, idades, gênero, e mesmo assim, completá-lo como irmão, amigo, companheiro de jornada, unidos numa única Cosmovisão: Cristo Jesus.
Ser Igreja é ter melhores amigos improváveis, amores improváveis, que não aconteceriam se não existisse o Reino de Deus na vida dos envolvidos, porém, eternos, consistentes, definitivos, incomparáveis.
Ser Igreja é crescer junto. Chorar junto. Sorrir junto. É se alegrar de verdade com a alegria de quem não é você, é se entristecer com a tristeza de quem também não é você.
Ser Igreja é estar ‘’junto e misturado’’, porém, sem ser uma panela. É ter relacionamentos tão saudáveis de modo que estejam sempre abertos para a chegada de um estranho. Ao mesmo tempo, ser Igreja é ter os mais velhos cuidando dos mais novos, guardando a Sã Doutrina, protegendo as ovelhas mais frágeis contra os lobos que aparecem.
Ser Igreja é se afiar todo dia, ferro com ferro, como diz a Escritura, é brigar as vezes, é chorar as vezes, é se ferir as vezes, mas nunca desistir. Aliás, ser Igreja é NUNCA abandonar um irmão no meio do caminho, afinal, nosso Supremo Pastor nos ensinou a ir sempre atrás da centésima ovelha. Ser Igreja é acreditar no próximo sempre.
Ser Igreja é estar em casamentos, em batismos, em enterros, nas lanchonetes, nos cinemas, nos shoppings, nas casas dos irmãos.
Ser Igreja é mandar mensagem no Whatsapp para compartilhar, exortar, cuidar ou só simplesmente procurar sabe de como está o outro, mas é acima de tudo, estar junto fisicamente em todas as diversas fases que um ser humano passa.
Ser Igreja é chegar a se chato para que o outro caminhe com Jesus (provavelemente o único motivo de vocês caminharem juntos), nas Escrituras e em comunhão.
Ser Igreja é priorizar a própria Igreja.
Ser Igreja é confiar tanto, e amar tanto, que se torna incluir nossas famílias Nela. É se tornar uma grande e plural Família. E nisso, amar tanto uns aos outros, aprender tanto uns com os outros, cuidando tanto um dos outros, que a consequencia direta é  resplandecer ao Senhor aos de fora, trazendo assim mais gente ao Reino do Filho do Seu Amor.
Ser Igreja é ser Missional sempre, é sair para fora, sempre juntos, seja em oração, seja em recursos, seja em companhia.
Ser Igreja é amar, e como diz John Piper, amar é deixar de comparar, é tornar tudo incomparável com o que já passou.
Ser Igreja é andar junto, ensinar junto, aprender junto, é sentir o perfume um do outro e os maus odores também.
Ser Igreja é seguir, simplesmente, o fundador Dela: Jesus. Sempre junto, sempre acompanhado, sempre em comunhão, afinal, nunca existiu, e nunca existirá Igreja de um homem só.
Ser Igreja é tornar um 27 de Julho uma data mais que especial na vida de cada um que é Igreja de Cristo na forma de Igreja Presbiteriana Carioca.
Parabéns amada e querida Igreja, obrigado por seguirmos juntos ao nosso Senhor e Salvador, em comunhão e em amor!

Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros". João 13:35

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Você tem que morrer!


No caminho para o trabalho, eu tenho o costume de ouvir podcasts, principalmente com temas de teologia, filosofia e política. Penso que isso é uma forma de usar melhor meu tempo “inoperante”. Escutava um episódio do BTCast com a temática de discipulado, e logo no começo do programa, o apresentador Rodrigo Bibo falou uma frase que me impactou muito: “Discípulo bom é discípulo morto”. Essa colocação me lembrou as palavras do pastor luterano Dietrich Bonhoeffer: “Quando Deus chama um homem, Ele o chama para vir e morrer”. Meditando nestas coisas, pude perceber algo: a vida do cristão deve ser, antes de tudo, uma morte diária.

Sim, isso é um paradoxo e até parece loucura, mas vou explicar melhor. Dentro de todo o cristão, há uma luta constante da carne contra o Espírito (Gálatas 5.17). E essa luta permanecerá em nós até o dia da nossa glorificação. Enquanto esse glorioso e aguardado dia não chega, nosso “eu” ainda é o inimigo mais mortal e feroz. E ele precisa morrer! Nosso desejo pecaminoso precisa morrer! A vontade de consumir pornografia deve morrer! O desejo de ser o centro das atenções deve morrer! O desejo de ser arrogante deve morrer! Não caia nessa de “crente carnal”: ou você é crente, ou você é carnal. Cristão, morra para poder viver!

Uma das bênçãos que Cristo nos trouxe através da cruz, é a mortificação da carne, que nos traz vida: “mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.” (Romanos 8.13). Mortificar a carne é esbofetear seu corpo, dizer não ao seus impulsos pecaminosos. Acima de tudo, render-se a soberana vontade do Senhor, tomar a sua cruz, e como um bom e fiel servo, ser participante dos sofrimentos que a vida cristã nos trará, não como um fardo, mas como benção e sinal do amor que Jesus tem por nós.

Por falar em sofrimentos, as histórias de luta e dor que nossos irmãos no passado viveram não podem ficar esquecidas. Bonhoeffer, que citei no artigo, foi preso nos campos de concentração nazistas e foi enforcado por não aceitar a influencia de Hitler na igreja alemã. Policarpo, o sucessor de João, que desprezou o panteão romano e enfrentou firmemente a morte na fogueira. E os santos anônimos que tem morrido hoje pelas mãos dos muçulmanos na África e Ásia, que não amam suas vidas e entregam suas almas ao Criador. Todos estes recebem de Deus a coroa e hoje adoram ao Pai em Sua casa.

Mas não se engane: sozinho você jamais irá conseguir. Apenas no poder do Espírito Santo, através dos méritos de Cristo, é que a carne poderá ser vencida: “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências”. (Gálatas 5.24). E mais: você precisa da igreja local. Você precisa dos seus irmãos. Diz o escritor aos Hebreus: “E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, [...] Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros” (Hebreus 10:24-25b). Citando novamente o BTCast, agora nas palavras de Yago Martins: “O discipulado só existe em comunidade. Só funciona em comunidade”.

A nossa caminhada ainda é grande, mas temos armas poderosas a nosso favor. Minha oração é que você, e eu também, possamos morrer diariamente e fazer de Gálatas 2.20 o nosso lema de vida cristã: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2:20).

Confiando na vitória final em Cristo,


André Lins 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Amor é Cristão e o Sexo no casamento também.


Por Nilson Pereira, com contribuições de Dani Marques e Rodrigo Bibo de Aquino.
Cristo é o modelo a ser seguido em tudo em nossas vidas, inclusive no relacionamento sexual dentro de um casamento entre dois cristãos. A maior lição que nosso Salvador pode dar nisso está no fato do amor ao próximo. O Casamento Cristão é a primeira base social criada por Deus e Ele é a base da Aliança matrimonial entre dois de seus discípulos, tendo no sexo um dos pés que a apoia, porém, a base é unicamente Cristo.
O Casamento Bíblico consiste em servir seu cônjuge, em todas as coisas, um cristão bíblico se casa para fazer o outro feliz, não para ser feliz. Somente assim o casamento será para a Glória de Deus. Ele reflete ao Senhor justamente por isso, por ser altruísta, dentro das características que permeia todas as relações cristãs: I Coríntios 13.
Há uma cosmovisão maldita no mundo que tenta separar o sexo do amor, que insiste em por o sexo como algo pagão e errado, e o amor como algo divino, mas dentro do contexto bíblico não existe diferença, tanto o sexo, quanto o amor são cristãos e complementares. Ambos são apoios fundamentais para um Casamento Cristão. Por outro lado, alguns cristãos que são referenciais para nós (como Agostinho de Hipona), erraram no seu discurso quanto a análise bíblica do sexo, sendo influenciados por correntes não cristãs como o neo-platonismo, que pregava que tudo que era físico fica inferiorizado perto do que é espiritual, quando as Escrituras não separam de forma alguma as duas esferas, tudo é espiritual e tudo é para a Glória de Deus, inclusive o físico. Infelizmente isto fez com que o sexo se tornasse uma tabu dentro de algumas comunidades cristãs, o que só causa destruição e disseminação de pecados escondidos e mortais em nosso meio. Vale lembrar que Escritura dedica um livro inteiro como cânonico, de tão sério e importante que ele é: Cantares, com o intuito de expressar o amor conjugal como um espelho do amor de Deus por nós, Seu povo.
Num casamento cristão saudável, os corpos dos cônjuges são suficientes para satisfazer um ao outro, sem precisar por goutro indíviduo na aliança, ou apelar para a pornografia, um dos piores males que nossa sociedade vive hoje. A pornografia é maldita, e detrói casamentos, nunca ajuda. Acredito que sim, num casamento cristão tudo deve ser convei,rsado, acordado e aproveitado, porém, a pornografia é como um câncer, ela vai corroendo a aliança, vai fazendo com que os cônjuges se desconectem cada vez mais um do outro, focando em outras pessoas ou em outras práticas que vai ofender a Deus e ao outro. A pornografia objetifica o ser humano e vai comprometer, mais cedo ou mais tarde, o amor na Aliança. Enquanto o sexo dentro do casamento bíblico é uma das maiores ferramentas que Deus usa para humanizar o cristão.
Sexo é um presente único de Deus para os cônjuges, é vida, é revigorante, é criado para gloficar a Deus numa aliança monogâmica e heterossexual cristã, além de poder gerar uma outra vida, ele não consiste só na procriação, consiste me glorificar a Deus no casamento, como tudo que é naturalmente criado na vida de um redimido por Cristo Jesus. Dentro de um casamento cristão, deve haver sexo sempre que possível, e isto deve ser feito para a Glória de Deus, para dar prazer mútuo, amando ao maior dos seus próximos nisto, servindo a pessoa que deve ser a mais importante da sua vida depois do Senhor: seu cônjuge!
O sexo cristão deve ser aprimorado, e nisso, os dois se conhecendo cada vez mais, se ajeitando, nunca haverá necessidade de alguém pensar em por uma garota de programa entre os dois, por exemplo, ou apelação a pornografia.
Tudo que Deus criou e deu ao homem é bom, tem o intuito de glorficá-Lo, e o sexo também se engloba nisso. O sexo é uma ferramenta maravilhosa que Deus deu a um casal cristão, e precisamos entender que ele deve ser vivido completamente e intensamente entre os dois, com o intuito de glorificar a Deus. O sexo não é o pilar que se constrói um casamento, é uma das pernas da mesa, e não a mesa, que é Cristo.
Os 4 pilares de um Casamento Cristão Bíblico são: Intimidade emocional (consiste em conseguir se abrir com seu cônjuge de forma única, confiar totalmente e ser sempre transparente ) Intimidade Intelectual (usurfluir totalmente da companhia um do outro, gostar do maior número de coisas similares, ler, ouvir e assistir coisas juntos, o maior número de vezes possíveis, respeitando claro, a individualidade alheia também), Intimidade Espiritual (Estudar e meditar nas Escrituras juntos e Orar juntos também) e Intimidade Sexual (que o casal se reinvente juntos, converse muito, uma vez que o maior órgão sexual é a mente, e usurfluem juntos do corpo um do outro, lembrando que as Escrituras dizem que o corpo do seu cônjuge lhe pertence, e vice versa, tenha responsabilidade e faça sexo para servir prioritariamente, e isso será para a Glória de Deus).
Agradeça a Deus pelo sexo saudável e bíblico junto com seu cônjuge sempre que possível. Ele pode salvar vidas, além claro, de gerar. rs
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